Há três anos na BM Miami nasceu uma dinâmica chamada BM Newsfeed, que aumentou a proximidade entre a agência e os jornalistas/veículos-chave que fazem cobertura no Sul da Flórida e na América Latina; com a finalidade de conhecer melhor o interesse da mídia e, do nosso lado, abrir a comunicação e as oportunidades com nossos clientes.
Jornalistas do Latin Trade, Miami Herald, NPR News e outros já participaram dessas reuniões e a convidada mais recente foi a apresentadora de televisão Ana Patricia Candiani da cadeia Univisión. Com experiência na Univisión, Telemundo e CNN em Español, Ana Patricia compartilhou conosco a sua experiência e como, desde o seu ponto de vista, o trabalho dos profissionais em relações públicas pode ser mais eficiente no momento se de relacionar com jornalistas, especialmente de televisão.
- Eficiência e atitude profissional. À medida que ajudamos a mídia a conseguir o material que busca, nossa função passa a ser fundamental e acaba criando um laço de confiança. No entanto, também vale ser honesto se depois de tentar conseguir o que necessita e não conseguir, responder ao jornalista dizendo que na verdade não temos o que ele precisa. O que não fica bem é “brincar com o tempo dele ou ser irresponsável com a sua profissão”.
- Um banco de imagens é valioso. Cada vez que tenhamos a oportunidade de expressar recomendações efetivas em materiais dos nossos clientes, um bom banco de imagens que incluam fotos e vídeos é importante. Quantas vezes nossos clientes são destacados em um material publicado, não apenas pelo conteúdo, mas também pela qualidade do material visual que entregamos à mídia? Como dizem… uma imagem vale mais que mil palavras…. especialmente na TV.
- O gancho geral não funciona. Está bem enviar informação relevante, mas para a TV o ideal é criar um gancho mais atual e avançar no desenvolvimento da história. Leva mais tempo, mas é mais eficiente.
- A opinião de especialistas cria pontes. Mais do que falar de uma marca, a mídia procura especialistas sobre temas e, nesse sentido, nossos clientes têm grandes oportunidades de participar. Algumas vezes é preferível somar a uma história como especialista, do que apenas tentar a menção de um determinado produto. Isso também acontece quando uma relação mais sólida com a mídia e o nosso cliente se converte em uma referência especializada.
- Redes sociais como recurso, não como fim. Muitos jornalistas são ativos no twitter, Facebook e outras redes sociais. No entanto, nem todos são “atraídos” pelos convites ou ofertas de histórias que recebem por meio das mensagens em tais redes. É importante estar disponível, já que quando estão desenvolvendo uma história muitas vezes usam o grupo para obter mais fontes de informação, mas para muitos jornalistas o correio eletrônico segue sendo o meio por excelência para atrair o interesse em uma história específica… sempre que ela seja interessante e original.
Se outros países possuem uma dinâmica similar e desejam compartilhar a sua experiência ou dar conselhos que acreditam serem úteis para melhorar as oportunidades com meios eletrônicos, favor compartilhá-las. Assim todos – agências e clientes – podemos melhorar.

