Retornar ao básico, mas agregando valor
set2
Publicado por Guadalupe Ramirez, Burson-Marsteller Miami

Há três anos na BM Miami nasceu uma dinâmica chamada BM Newsfeed, que aumentou a proximidade entre a agência e os jornalistas/veículos-chave que fazem cobertura no Sul da Flórida e na América Latina; com a finalidade de conhecer melhor o interesse da mídia e, do nosso lado, abrir a comunicação e as oportunidades com nossos clientes.

Jornalistas do Latin Trade, Miami Herald, NPR News e outros já participaram dessas reuniões e a convidada mais recente foi a apresentadora de televisão Ana Patricia Candiani da cadeia Univisión. Com experiência na Univisión, Telemundo e CNN em Español, Ana Patricia compartilhou conosco a sua experiência e como, desde o seu ponto de vista, o trabalho dos profissionais em relações públicas pode ser mais eficiente no momento se de relacionar com jornalistas, especialmente de televisão.

  1. Eficiência e atitude profissional. À medida que ajudamos a mídia a conseguir o material que busca, nossa função passa a ser fundamental e acaba criando um laço de confiança. No entanto, também vale ser honesto se depois de tentar conseguir o que necessita e não conseguir, responder ao jornalista dizendo que na verdade não temos o que ele precisa. O que não fica bem é “brincar com o tempo dele ou ser irresponsável com a sua profissão”.
  2. Um banco de imagens é valioso. Cada vez que tenhamos a oportunidade de expressar recomendações efetivas em materiais dos nossos clientes, um bom banco de imagens que incluam fotos e vídeos é importante. Quantas vezes nossos clientes são destacados em um material publicado, não apenas pelo conteúdo, mas também pela qualidade do material visual que entregamos à mídia? Como dizem… uma imagem vale mais que mil palavras…. especialmente na TV.
  3. O gancho geral não funciona. Está bem enviar informação relevante, mas para a TV o ideal é criar um gancho mais atual e avançar no desenvolvimento da história. Leva mais tempo, mas é mais eficiente.
  4. A opinião de especialistas cria pontes. Mais do que falar de uma marca, a mídia procura especialistas sobre temas e, nesse sentido, nossos clientes têm grandes oportunidades de participar. Algumas vezes é preferível somar a uma história como especialista, do que apenas tentar a menção de um determinado produto. Isso também acontece quando uma relação mais sólida com a mídia e o nosso cliente se converte em uma referência especializada.
  5. Redes sociais como recurso, não como fim. Muitos jornalistas são ativos no twitter, Facebook e outras redes sociais. No entanto, nem todos são “atraídos” pelos convites ou ofertas de histórias que recebem por meio das mensagens em tais redes. É importante estar disponível, já que quando estão desenvolvendo uma história muitas vezes usam o grupo para obter mais fontes de informação, mas para muitos jornalistas o correio eletrônico segue sendo o meio por excelência para atrair o interesse em uma história específica… sempre que ela seja interessante e original.

Se outros países possuem uma dinâmica similar e desejam compartilhar a sua experiência ou dar conselhos que acreditam serem úteis para melhorar as oportunidades com meios eletrônicos, favor compartilhá-las. Assim todos – agências e clientes – podemos melhorar.


Nada de novo sob o sol
julho15
Publicado por Santiago Fittipaldi

Existe um velho refrão que garante: “não há nada de novo sob o sol”. Até o mais moderno e inovador tem a sua base em algo que viu anteriormente. Harold Burson me contou que dedicou muito tempo para descobrir como os jornais haviam reagido ao lançamento do telefone, comparando essa cobertura a que recebeu a chegada da Internet. Isso me lembrou de um livro que li há anos, no qual o autor dizia que a chegada do telégrafo também havia sido muito revolucionária para os usuários do século 19, devido à facilidade e rapidez das comunicações, que ele chamava de “Internet vitoriana”.

Até no Facebook podemos encontrar raízes antigas. No século 19 já existia uma variedade de diretórios de pessoas, com detalhes pessoais. Na Inglaterra, em 1826 teve início a publicação do “Burke’s Peerage”, um diretório dos membros da elite britânica, incluindo membros da realeza, que ainda hoje é publicado. Em 1849, teve início a publicação, também na Inglaterra, do “Who’s Who” (Quem é Quem), um diretório de parlamentares e aristocratas. Ainda hoje, muitos editoriais importantes publicam diretórios “Quem é Quem”, ainda que muitas vezes segmentados por setor, profissão, etnia etc.

Nos Estados Unidos, esse conceito começou com o “Social Register” (Registro Social) em 1886. O livro, agora publicado pela editora Forbes, incluía – e ainda incluí – informações sobre membros da alta sociedade. Inicialmente era exclusivo para membros das famílias mais “nobres” de Nova York, mas em 1918 já existiam versões para 26 cidades dos Estados Unidos. Desde 1976 é publicado como um único diretório nacional, com nomes e endereços, dados sobre associação a clubes e sociedades exclusivas, afiliações acadêmicas, avisos de matrimônio, nascimentos e falecimentos. O “Social Register” é publicado em edições de inverno e verão, com a do verão incluindo nomes de iates e seus proprietários. Atualmente existem versões digitais.

Naturalmente, para manter a exclusividade, os que entram no “Social Register” precisam ser aprovados por um comitê, depois de serem nomeados por um mínimo de cinco pessoas já listadas. A democratização do conceito teve início com a publicação de informações pessoais em listas telefônicas, anuários escolares e outras listas abertas ao público. O mesmo Facebook, fundado por Mark Zuckerberg, juntamente com outros amigos estudantes, incluindo o brasileiro Eduardo Saverin, pegou seu nome do “face book” (livro de caras ou retratos), uma lista de alunos e professores publicada pelo exclusivo colégio Phillips Exeter Academy de New Hampshire, onde estudou Zuckerberg.

Ao mesmo tempo em que usamos o Facebook atualmente para nos comunicar, expressar, buscar informações, conversar e muitas outras coisas, com a democracia e interatividade inimaginável para nossos antepassados, já existem outros “Zuckerberg” procurando novas e melhores alternativas. Se julgarmos pela história, em alguns anos possivelmente estaremos analisando o fenômeno do Facebook com a mesma curiosidade com que vemos o “Social Register”. Se ainda não está convencido, tente lembrar qual foi a última vez que acessou sua conta no Myspace.


Vamos celebrar o Dia das Redes Sociais
junho28
Publicado por Luis Alberto Ovalle
Digital

Ao acelerado crescimento e penetração das redes sociais no mundo, somamos um novo fenômeno, a celebração do Dia das Redes Sociais em mais de 350 cidades do mundo.

Recentemente, no dia 17 de maio, foi comemorado o dia da Internet, somando alegres comentários e eventos em todo o mundo, com uma ampla participação de usuários de Redes Sociais.

Até agora, o Dia das Redes Sociais não existia, mas recentemente os senhores de Mashable – blog especializado em Negócios, Internet, Redes Sociais e tecnologia, entre outros, e ganhador do prêmio Webby Awards pelo Melhor Blog Cultural e Melhor Blog de Negócios eleito pelo público – deu um grande passo com a sua iniciativa para comemorar nessa quarta-feira, dia 30 de junho de 2010, o Dia das Redes Sociais.

Com a finalidade de comemorar as Redes Sociais no seu dia, já foi criada uma aplicação gratuita para coordenar eventos e reuniões em todo o mundo, acessível em http://www.meetup.com/everywhere. Desse site, os usuários podem criar novos eventos, definir lugar e hora e convidar seus amigos da Facebook para participar. Além disso, foram criadas contas no Twitter, http://twitter.com/mashSMday, e no Facebook, http://www.facebook.com/event.php?eid=123671887672313&index=1, para comentar, difundir e atualizar os avanços e notícias relacionadas.
Mais informações estão disponíveis em http://mashable.com/2010/06/08/join-mashable-in-celebrating-social-media-day.


Uma Luz Na Escuridão
junho21
Publicado por Carla Szemzo
Digital

Partindo do princípio que esse blog foi criado para divulgar as perspectivas presentes no continente latino-americano sob o ponto de vista das comunicações, considero importante observar qual é a visão que muitos meios de comunicação e jornalistas possuem sobre o mundo de relações públicas e, em contrapartida, expor qual é a árdua missão por trás de cada conteúdo que nós geramos e difundimos.

Há aproximadamente um ano, ainda que sem ser uma integrante da família Burson-Marsteller, tive uma entrevista com o Gerente Editorial de uma reconhecida revista de comunicações e marketing do mercado venezuelano. Reuni-me com esse jornalista porque ele foi selecionado dentro da mostra que eu estava utilizando para uma pesquisa sobre o impacto da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no perfil dos profissionais e meios de comunicação venezuelanos. Depois de passar por vários corredores, janelas e xícaras de café pela metade, chegamos a seu escritório e sobre a sua mesa encontro um kit para a imprensa que a Burson-Marsteller havia enviado a ele em nome de um cliente. Quando exclamo emocionada “Que kit tão criativo”. O jornalista responde: ”assim são as agências de relações públicas, querem fazer ‘jornalismo’, mas terminam fazendo publicidade”.

Se por um lado é certo que para as agências de relações públicas e empresas é importante obter uma grande presença nos meios de comunicação, o trabalho da B-M não prioriza unicamente a obtenção de um grande retorno de equivalência publicitária, mas sim o desenvolvimento de conteúdos criativos que se fundamentam nas mensagens-chave de nossos clientes e em elementos comprovados, por meio do já reconhecido método com base em evidências.

Na Burson-Marsteller não nos limitamos a divulgar comunicados para a imprensa com conteúdos rotineiros. Pelo contrário, partindo da sensibilidade jornalística da maioria de nossos integrantes, extraímos aqueles detalhes e informações de nossos clientes que sabemos que serão de interesse dos leitores, ouvintes de rádio, telespectadores e consumidores. E nada melhor que partir para a infinidade de canais que nos oferece a Web para nos comunicarmos por meio de vias alternativas e inovadoras! Daí a ênfase que a B-M coloca em suas estratégias digitais. Não dedicaríamos tantas horas de trabalho em tarefas de caráter multimídia se não houvesse uma sensível migração dos usuários da esfera analógica para a digital.

Na Venezuela, de acordo com os números emitidos pela CONATEL, já para 2009 a penetração do serviço de Internet era de 27%, com um crescimento anual de 30%, acompanhado de um abrupto aumento no número de leitores de notícias e jornais digitais, bem como o de ouvintes de emissoras de rádio online.

Com base nesses números e na ampla experiência da BM Global no segmento digital, proximamente observaremos grandes mudanças no país conhecido pela sua riqueza petroleira e seus numerosos prêmios em concursos de beleza. Uma nova luz se aproxima e dessa vez não é LED, é digital.


Porquê os países também tem que proteger suas marcas?
junho7
Publicado por fleander

Theresa Rice, diretora da prática de Turismo da Burson-Marsteller Miami, fez recentemente uma apresentação sobre “country branding” (marca país) dentro da programação do Congresso Internacional de Relações Públicas (IPRA), em Lima. Segue anexo um vídeo de sua apresentação (Conteúdo em espanhol):


Anúncios sem URLs
maio24
Publicado por Felix Leander
Líder Regional, Prática Digital

Mesmo não sendo novidade – os anúncios que substituíram as tradicionais URLs (normalmente com o nome da empresa ou produto/website de serviço) pelos endereços de canais sociais, como Youtube ou Facebook, ainda chamam a minha atenção. O último anúncio para TV do Toyota Sienna (minivan) acaba com o locutor dizendo “Visite nosso canal no Youtube para mais informações”. O canal deles no Youtube possui vários outros anúncios do Sienna, além do link para o microsite do carro.

Outros anúncios “tradicionais” convidam os consumidores para canais mais participativos, como Twitter ou Facebook, que fornecem uma experiência muito mais cativante do que a maioria dos websites corporativos de carros (apesar disso estar mudando). O que agrega mais valor para um possível consumidor, um site oficial ou uma conversa que os clientes estão tendo sobre determinado produto ou serviço?

A Proctor e Gamble foi ainda mais longe para classificar e analisar os produtos diretamente no site do produto, da mesma forma que a Amazon. A P&G compreende que os consumidores já estão falando/classificando/analisando suas marcas – por que permitir que eles façam isso diretamente no site dos produtos?

Por último – Também vi um anúncio da Toyota que encoraja os consumidores a baixarem o app do Prius para o iPhone, permitindo um maior engajamento com o produto e a marca.

Então, para onde você quer levar os seus usuários e por quê?


Crescendo até as “nuvens”
maio10
Publicado por Claudia Gioia
Líder Regional, Prática de Tecnologia e Inovação

Para os mais familiarizados com os tópicos das Tecnologias da Informação (TI), o conceito de “cloud computing” (computação em nuvem) não é nenhum mistério; contudo, é uma realidade que devido à sua promessa tecnológica, está ganhando força no ambiente global e a América Latina não é exceção.

De fato, as projeções dos analistas de tecnologia sobre os investimentos em termos mundiais nesses serviços indicam que serão cinco vezes mais rápidos do que os investimentos em outras áreas de TI.

Se lembrarmos um pouco da sua origem, esse conceito foi criado por George Gilder em um artigo publicado na revista Wired em 2006, e, atualmente, o mundo depende cada vez mais dessa possibilidade que foi aberta para empresas, instituições e governos.

Para a Gartner, uma das empresas de análises e consultoria de maior prestígio da indústria mundial de TI, a “cloud computing” consiste em uma infraestrutura aberta, flexível, pré-projetada, padronizada, virtual, altamente automatizada, segura e confiável.

Em outras palavras: a computação em nuvem representa a possibilidade de fazer o que uma entidade precisa e quer no campo da informática, sem fronteiras nem limitações físicas. Essa “nuvem” oferece a possibilidade de utilizar o que quer que um usuário dentro de uma organização precise, sem contar com todo o conhecimento ou experiência sobre a ferramenta e sem a necessidade de investimentos para a aquisição da infraestrutura.

Benefícios tangíveis e transparentes

Agora, para que serve a “cloud computing”? A resposta está vinculada ao fato de que tanto o setor público quanto o privado enfrentam vários desafios diariamente: por um lado o volume de dados e aplicativos utilizados exige a expansão e o ajuste dos recursos de armazenamento de dados a velocidades impensadas.

Ao mesmo tempo, a equipe de suporte de TI das organizações segue trabalhando com compartimentos herméticos como resultado da contratação ou aquisição de diferentes programas e recursos de vários provedores ao longo da história, o que desacelera, em alguns casos, o processo de crescimento.

Nesse sentido e para ajudar a melhorar a eficiência, entre os benefícios mais difundidos do uso da “cloud computing” encontra-se a economia de custos, já que os usuários, especialmente os empresariais, geralmente pagam por horas de processamento e aplicativos, sem ter que instalar novos data centers. Assim, basicamente “alugam” o espaço da computação em nuvem para executar projetos e obter os resultados esperados em termos de ações.

Contudo, nem tudo é um mar de rosas. A prova de fogo que a “cloud computing” também deve superar é que as empresas a adotem com confiança suficiente para seguir esse caminho quase que de olhos fechados. Nesse momento, os grandes nomes dessa liga, seja porque fornecem esses serviços ou os implementem em suas empresas, são HP, IBM, Microsoft, Symantec, Google e Amazon, mas a lista é bem maior.

Vários modelos guiam a adoção

Várias empresas, em diferentes posições, já apostaram nessa proposta. Um dos exemplos bem sucedidos mais conhecidos é o Amazon n3C2 (http://aws.amazon.com/ec2/), um serviço que a empresa oferece e que permite ajustar o tamanho da capacidade da computação em nuvem, com a qual os desenvolvedores escalam a computação na web, de maneira mais simples. Com isso, eles praticamente podem “montar” uma nuvem virtual privada dentro da nuvem pública da Amazon.

O caso mais recente é o anúncio feito pela IBM, que segundo a Information Week, colocou uma marca empresarial única sobre a sua própria oferta, chamada de Smart Business Development & Test, dento da nuvem da IBM. Nesse modelo, os clientes que querem entrar no ambiente de nuvem da IBM precisam ser aprovados e assinar um contrato antes de obter acesso.

Cada provedor ou cliente está buscando o mais razoável para o seu próprio modelo de negócio. O que para alguns clientes poderia ser um problema, para outros será algo atraente, em especial aos departamentos de TI das empresas que são cautelosas em hospedar seus dados e códigos corporativos com terceiros. A IBM descreve em seus serviços de nuvem como ter controle e segurança de “classe empresarial”.

Resumindo: ainda que alguns otimistas já falem sobre a “era da cloud computing”, outros mais cautelosos, como a empresa de consultoria IDC, entendem que a computação em nuvem ainda está em processo de amadurecimento e requer que os centros de armazenamento de dados evoluam ainda mais. Mas, sem dúvida, a necessidade de contar com custos mais baixos e maior flexibilidade impulsionará a aceleração da adoção de novas tecnologias. No caso da América Latina, é previsto que os serviços de “cloud computing” cresçam três vezes mais ao longo dos próximos cinco anos (IDC, janeiro de 2010).

A versatilidade e a autonomia da nova geração de líderes (geração Y) ajudará a impulsionar ainda mais a operação “em nuvem”? Ao que parece, isso é apenas uma questão de tempo.


O mundo chega a Cartagena
abril20
Publicado por Guido Gaona
Presidente - Colômbia

Após três dias de intensa atividade, foi concluída a edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum) em Cartagena das Índias, Colômbia. Mais de 500 líderes políticos e empresariais se reuniram nessa charmosa cidade colombiana. O Centro de Convenções de Cartagena, dentro da famosa “Ciudad Amurallada”, foi o cenário para a reunião da comunidade internacional de negócios, recebida pelo presidente Álvaro Uribe, que fez o discurso inaugural.

Vários clientes da Burson-Marsteller estiveram presentes. Entre eles Mariano Berdegué, diretor para América Central, Região dos Andes e Caribe, da Monsanto. Também compareceram Mark Spelman, diretor global de estratégia da Accenture, e Beatriz Carmona, nova diretora da Accenture Colômbia.

A Burson-Marsteller foi representada por Santiago Hinojosa, CEO da Burson-Marsteller Latinoamérica, em diversas atividades do mais alto nível. Uma delas foi a entrega dos prêmios “Excellence Business Awards”, concedido pela revista América Economia a empresários da região. Dois dos 19 prêmios foram entregues por Santiago. Além disso, ele teve a oportunidade de compartilhar sua visão sobre indústrias que dão ênfase à comunicação estratégica na América Latina por meio de uma entrevista para a NTN24.

Mais de 14 veículos de comunicação internacionais participaram do Fórum, convidados pelo órgão de promoção internacional da Colômbia, o Proexport, além dos nacionais, que deram ampla cobertura ao evento.  Além disso, a cobertura do evento em tempo real foi feita através do Twitter (@wefcolombia), onde os “hashtags” ou etiquetas digitais #WEF e #WEFcolombia, permitiram que todos os usuários da rede social acompanhassem os acontecimentos minuto a minuto.

Algumas das conclusões mais relevantes alcançadas no Fórum sobre as prioridades da América Latina para estar à altura das economias mais bem sucedidas do mundo, foram:

  1. Foco em infraestrutura
  2. Consciência ambiental
  3. Recursos humanos qualificados
  4. Inovação para a competitividade
  5. Apoio a iniciativas locais
  6. Estabilidade financeira e econômica
  7. Reestruturação institucional
  8. Projeção internacional
  9. Educação

Ampliação de negócios com a Ásia, entre outras.


Twitterquake
abril7
Publicado por Emilio Sanfuentes
Presidente - Chile

Eu teria preferido postar sobre a utilidade do Twitter em outras circunstâncias, mas a natureza definiu as regras do jogo para que eu escrevesse esse post. Aqui tentarei descrever os acertos e erros dessa rede social como plataforma de microblogging e meio de comunicação quando a incerteza, o medo, a falta de conectividade, a desinformação e o caos se apoderaram do Chile como consequência do terremoto e do tsunami do último dia 27 de fevereiro.

O acerto: nas primeiras 72 horas após o terremoto, o Twitter atuou como uma agência de notícias com presença local e permitiu que quem não dispusesse de acesso à telefonia celular e aos canais de TV pudesse se informar sobre a magnitude do desastre que afetou cerca de 2 milhões de pessoas. O Twitter informava e atualizava com rapidez; acompanhava e guiava quando não havia uma voz oficial; competia com os portais de notícias e criticava o tom sensacionalista que alguns meios de comunicação tradicionais utilizavam na cobertura.

Resumindo, o Twitter conseguiu, nas primeiras horas, converter-se em um meio de comunicação alternativo e ao mesmo tempo competitivo, até ser prejudicado por não poder garantir “a origem de suas fontes” e simplesmente começar a desinformar.

Mas o Twitter conseguiu se reinventar nas horas seguintes e aí está o seu maior acerto, pois teve um destacado papel de protagonista como rede social solidária, contribuindo de forma significativa para arrecadar recursos econômicos durante o Teletón Chile Ayuda a Chile. O Twitter entendeu o desafio enfrentado e se esforçou, de forma inteligente, até conseguir convocar personalidades destacadas com papeis específicos que, de seus PCs, conseguiram multiplicar não só os usuários que ingressavam na rede social, mas também os recursos que se destinariam para a reconstrução do país por meio de ações criativas, como leilões de objetos, com ampla difusão e táticas motivacionais. Enquanto isso acontecia, o Facebook não tinha nenhuma carta para jogar e assistia com passividade os acertos do Twitter.

Os números são precisos: antes do terremoto de 27 de fevereiro, o Chile contava com 108.733 contas no Twitter. Depois do megasismo, o número disparou para 206.197 usuários com menos de 10 seguidores (o que demonstra se tratar de contas novas), das quais 136.693 possuíam menos de 5 seguidores, representando um crescimento de 190%.

As cifras são provenientes de um estudo desenvolvido pela empresa de inovação tecnológica Simplycit, que descobriu que dessas novas contas, 69.264 (33.61%) foram criadas na semana após o terremoto e 136.903 (66.39%) duas semanas depois. A pesquisa analisou também mais de 1,2 milhão de dados durante as últimas duas semanas, calculando a quantidade de “tweets” (mensagens curtas de cada usuário) escritos recentemente, que em grande parte tiveram relação direta com o terremoto.

Os erros: um merece análise especial. Ele já foi mencionado e tem relação com a pretensão dos usuários do Twitter de tentar convertê-lo em um meio de comunicação confiável e com credibilidade, quando não estão em condições de garantir a veracidade da informação que circula e essa é retwitada indiscriminadamente por centenas de milhares de usuários.

Como resultado disso, o Twitter conseguiu copiar o fenômeno causado pela novela de Wells – “A guerra dos mundos” -, mais claramente na sua versão 2.0. Em outras palavras, passadas as primeiras 72 horas do terremoto, o Twitter perdeu o caminho como meio de comunicação e foi vítima do mesmo caos que se apoderou das zonas afetadas. O problema disso é a desinformação gerada, porque como os jornalistas são usuários do Twitter, se deixaram pautar pela rede social, que estava sendo invadida pela incerteza, pelo medo, pela falta de conectividade e pela desinformação generalizada.


Como aproveitar ao máximo o compromisso do seu cliente com o meio ambiente?
março26
Publicado por Sonia Diaz
Profissional da prática de Turismo e Promoção de Destinos

Temos boas e más notícias. A boa notícia é que a pressão sobre as empresas para que sejam mais conscientes com respeito ao cuidado com o meio ambiente está crescendo cada vez mais e as pessoas estão tomando decisões baseadas nas políticas ambientais das empresas. Se tiver a sorte de ter uma delas como cliente, ela pode servir como uma boa plataforma de comunicação para criar lealdade de marca.

A má notícia é que a idéia de ser “verde” é bastante nova na mente do consumidor e é difícil para as pessoas diferenciarem entre o verdadeiro esforço de uma empresa e os esforços daquelas que dizem ser “verdes”. Isso pode fazer com que cada vez seja mais difícil destacar o compromisso do cliente e, o pior de tudo, pode criar cepticismo junto ao consumidor.

Então, como nós, profissionais de Relações Públicas, podemos capturar a atenção e a confiança do público?

Esses são alguns conselhos que já ajudaram ao longo do caminho:

Converta-o em uma ferramenta educativa – Como foi mencionado anteriormente, a maioria das pessoas se perde quando se trata de saber porque é importante ser consciente sobre o cuidado com o meio ambiente. As pessoas sabem que é importante comprar localmente, mas a maioria não poderia dar uma razão. Quaisquer que sejam as iniciativas do seu cliente, elas devem ser utilizadas como uma ferramenta para ensinar os outros sobre a importância dessas ações. Por exemplo, um hotel compra o terreno vizinho a sua propriedade e o converte em uma plantação de café orgânico. Ao mesmo tempo oferece passeios guiados a sua plantação e moinho de café aos hospedes. Eles não só aprendem como se faz o café, mas também aprendem a importância da agricultura orgânica, como a plantação contribuiu a estimular a economia da comunidade local e como os elementos da natureza ajudam a proporcionar um ciclo natural para a produção da colheita sem a necessidade de utilizar produto químico. O hotel proporciona ao seu visitante o poder de conhecer a importância dos alimentos orgânicos e como o uso de produtos químicos afeta diretamente não apenas eles, mas também a terra onde é feita a colheita.

Seja transparente – Parece um conselho da “velha guarda”, mas no caso das iniciativas ambientais é imperativo. O perigo de vender seu cliente como ecologista é que sempre haverá um grupo especial de interesse que sentirá que vocês não estão fazendo o suficiente ou que se o seu cliente for uma empresa líder nesse campo, então tem a responsabilidade de resolver o problema para o resto do mundo. Se o seu cliente foi pego nesse tipo de situação, é importante ressaltar as coisas que foram feitas para resolver o assunto, assim como os fatores externos que ilustram a profundidade do assunto. Isso também serve como lembrete de que é responsabilidade de cada um fazer a sua parte para a conservação dos recursos naturais desse planeta.

Quando todo o resto falha, torne-o rentável – Sejamos sinceros, você simplesmente não vai conseguir que todos se preocupem em conservar nossos recursos naturais. Muita gente só quer ver os resultados na planilha e dizer “está bem”. No fim das contas, não importa o que motiva alguém a ser mais “sustentável”, quero apenas que o sejam. Assim que, quando possível, mostre-lhes o dinheiro. Talvez seu cliente venda um sistema de ionização que permite que as pessoas limpem suas piscinas sem a utilização de produtos químicos agressivos, o que significa uma água mais limpa, que é melhor para a pele e o cabelo. Soa bom, não é mesmo? E na verdade é, mas o investimento inicial é muito alto. O fator do investimento para ser “verde” normalmente desanima as pessoas a se comprometerem. O custo do uso de produtos químicos nesse caso é muito menor, mas se você disser que ao longo de dez anos ele economizaria USD 40.000 em produtos químicos, ele poderia pensar de outra maneira. Esse é um caso em que o slogan da Burson-Marsteller é muito apropriado – tudo depende da perspectiva.


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Sobre o blog
  • Com este blog, buscamos compartilhar dados, análises, perspectivas e conteúdo, abrindo um espaço de diálogo e reflexão para os líderes e executivos de negócios da América Latina. Agência global de comunicação e relações públicas, a Burson-Marsteller considera a informação um ativo estratégico das empresas, que permite tomar as melhores decisões e detectar oportunidades de ação que causem impacto positivo nos negócios.
Quem somos
  • Desta conversação participam profissionais de nossos escritórios B-M em Miami, Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Lima, Cidade do México, Motevidéu, São Paulo, São João e Santiago.

  • http://latam.bm.com
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